ARCO

Rotina · 01

Rotina 1 — Construir a base

Construir a base física do gesto sem patins: fortalecer os músculos responsáveis pela rotação externa, pela abdução do tornozelo, pelos eretores da coluna e pelo transverso do abdômen, e começar a integrar a respiração consciente como apoio a cada contração.

Fase 1

Calentamiento

Respiración consciente y movilidad articular general antes de entrar al bloque principal.

EXERCÍCIO · R1/01

Aquecimento articular geral

Objetivo: Mobilizar o corpo todo antes da sessão e ativar a propriocepção com infinitos do joelho, sustentações em rotação externa e transferências de peso na postura da deusa.

Material: caneleiras

Execução

  1. Mobilidade articular de todo o corpo: pescoço, ombros, escápulas, cotovelos, punhos, dedos, coluna, quadris, joelhos, tornozelos, dedos dos pés. 10 repetições por região e movimento.
  2. Infinitos com o joelho à frente do corpo na altura do quadril, desenhando a figura de um infinito. 8 vezes em cada direção.
  3. Em rotação externa com os calcanhares juntos, flexão dos joelhos até o limite anterior a que os calcanhares se levantem. Sustentar 8 segundos; na metade da contagem, pronunciar a flexão sem levantar os calcanhares. 10 repetições.
  4. Na postura da deusa, transferências de peso de um lado a outro — 12 vezes no total (6 por lado).
  5. Voltar ao centro e fazer leves rotações de tronco iniciando o movimento pelo ombro, pronunciando ao mesmo tempo a abertura do quadril. 6 rotações por lado.

O que você deve sentir

O corpo se percebe progressivamente disponível: as articulações ganham percurso, a respiração encontra ritmo e a propriocepção desperta. Os infinitos com o joelho geram uma ativação clara do psoas e do glúteo médio; as sustentações em rotação externa lembram ao corpo a geometria da postura antes de exigi-la sob carga.

Respiração

Respiração consciente e constante; expirar nos momentos de maior abertura e nas sustentações.

Erros comuns

  • Executar a mobilidade de forma mecânica, sem propriocepção.
  • Perder a neutralidade pélvica nas transferências de peso da deusa.
  • Levantar os calcanhares ao pronunciar a flexão dos joelhos.

Correções de Carolina Miranda

  • Na postura da deusa, na rotação do tronco pronuncia ao mesmo tempo a abertura do quadril.

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Fase 2

Ejercicios principales

Tres series por bloque; la primera sin estímulo externo, la segunda y tercera con polainas y/o liga.

EXERCÍCIO · R1/01

Compasso aberto com rotação externa e flexão dos joelhos

Objetivo: Ganhar abertura ativa do compasso e força nos rotadores externos, mantendo a pelve em retroversão.

Material: caneleiras

Execução

  1. Em pé, pernas esticadas e afastadas em paralelo, braços alongados ao lado das orelhas.
  2. Baixar o tronco à mesa (90°) e sustentar por 4 segundos.
  3. Voltar à vertical, baixando os braços à horizontal.
  4. Rotar externamente os quadris e flexionar os joelhos, sustentando por 4 segundos.
  5. Repetir 8 vezes por série; realizar 3 séries (a primeira sem caneleiras, a segunda e a terceira com caneleiras e/ou faixa elástica).

O que você deve sentir

O patinador percebe uma ativação clara na parte externa do quadril e no glúteo durante a rotação externa, com os adutores trabalhando para sustentar a pelve entre as pernas. Os calcanhares se sentem ancorados e adiantados em relação aos quadris, o abdômen profundo sustenta a retroversão e o tronco se mantém alinhado logo acima da pelve.

Respiração

Inspirar ao descer para a mesa; expirar ao voltar à vertical com rotação externa.

Erros comuns

  • Deixar a pelve cair em anteversão ao pronunciar a rotação externa.
  • Tirar os calcanhares do chão para ganhar amplitude aparente.
  • Perder a linha dos ombros levando-os para a frente.
  • Rotar a partir do pé ou do joelho em vez do quadril.

Correções de Carolina Miranda

  • Buscar a pelve em retroversão e os calcanhares o mais à frente possível.
  • O tronco colocado logo acima da pelve, os ombros relaxados, a coluna alongada.

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EXERCÍCIO · R1/02

Flexão de psoas e adução da perna

Objetivo: Trabalhar a flexão de quadril profunda e a adução cruzada, ganhando força nos adutores e estabilidade no joelho de apoio.

Material: faixa elástica, caneleiras

Execução

  1. Em pé com as pernas juntas, manter o equilíbrio sobre uma perna.
  2. Elevar o outro joelho em direção ao peito.
  3. Levar a perna elevada cruzada por trás da perna de apoio, flexionando levemente a perna que equilibra.
  4. Chegar a cada postura em 5 segundos (não menos).
  5. Repetir 8 vezes por perna.

O que você deve sentir

O psoas se percebe ativo na subida do joelho ao peito, e os adutores trabalham no cruzamento por trás. A perna de apoio estabiliza a partir do quadril e do glúteo, e a coluna permanece ereta ao longo do percurso.

Respiração

Expirar ao subir o joelho em direção ao peito; inspirar ao fazer a adução cruzada.

Erros comuns

  • Perder a vertical do tronco ao cruzar a perna por trás.
  • Quicar na posição em vez de chegar a ela em cinco segundos.
  • Buscar a altura do joelho a partir do tronco em vez do quadril.

Correções de Carolina Miranda

  • Buscamos força nos adutores e estabilidade no joelho, a coluna se mantém ereta.

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EXERCÍCIO · R1/03

Força nos pés (flexão dorsal/plantar e abdução)

Objetivo: Reeducar a musculatura profunda do pé para que abdução e adução do tornozelo ocorram sem arrastar o joelho.

Material: faixa elástica, blocos pequenos

Execução

  1. Sentado sobre blocos pequenos, pernas esticadas à frente, com a faixa elástica ao redor dos metatarsos.
  2. Realizar flexão dorsal (levar o pé em direção ao corpo).
  3. Realizar flexão plantar (empurrar o pé para fora).
  4. Executar adução do pé (levá-lo para dentro).
  5. Executar abdução do pé (levá-lo para fora).
  6. Chegar a cada posição em 4 segundos e sustentá-la por 4 segundos.
  7. Repetir 8 vezes cada movimento.

O que você deve sentir

O trabalho se localiza no pé e no tornozelo, com o joelho completamente quieto. A musculatura interna e externa do pé se ativa de forma alternada, e aparece uma sensação de controle sobre segmentos que na vida cotidiana raramente se movem de forma isolada.

Respiração

Respiração constante; expirar ao pronunciar cada posição sustentada.

Erros comuns

  • Envolver o joelho ou o quadril durante o movimento do pé.
  • Executar o movimento rápido e perder a sensação isolada.
  • Afrouxar a faixa elástica e perder a resistência do exercício.

Correções de Carolina Miranda

  • Só o tornozelo, o joelho não se mexe nem um fio.
  • Buscamos integração do movimento de abdução, força e flexibilidade no pé para melhorar a estabilidade.

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EXERCÍCIO · R1/04

Força em coluna e abdômen

Objetivo: Construir um centro estabilizador capaz de manter o tronco alinhado à pelve, com trabalho específico em oblíquos, eretores da coluna e transverso do abdômen.

Execução

  1. Em decúbito ventral, mãos entrelaçadas atrás da cabeça, testa tocando o chão.
  2. Elevar o tronco sem buscar o arco.
  3. Tocar o chão com um cotovelo, depois com o outro.
  4. Realizar inclinação lateral para ambos os lados.
  5. Retornar ao chão pela força do abdômen.
  6. Toda a sequência é uma repetição; executar 8 repetições realizando cada movimento em 4 segundos.

O que você deve sentir

Os eretores da coluna sustentam a elevação do tronco e os oblíquos participam das torções e inclinações. O transverso do abdômen se ativa na fase de descida, permitindo baixar de forma controlada. Não deveria aparecer sensação de arco lombar acentuado.

Respiração

Expirar ao fazer as torções e inclinações do tronco (são expirações curtas de uma mesma respiração).

Erros comuns

  • Buscar arco na coluna ao elevar o tronco.
  • Descer por gravidade em vez de por controle abdominal.
  • Perder a linha da cabeça ao torcer, puxando o pescoço com as mãos.

Correções de Carolina Miranda

  • Buscamos gerar controle do centro estabilizador do corpo, começando com uma posição afetada intensamente pela gravidade.

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EXERCÍCIO · R1/05

Rotação externa com flexão, extensão e impulso

Objetivo: Gerar força nos músculos responsáveis pela rotação externa e melhorar a estabilidade do joelho, mantendo a pelve neutra.

Material: caneleiras

Execução

  1. Em pé, pernas juntas, leve rotação externa, calcanhares juntos.
  2. Flexionar os joelhos até o limite anterior ao ponto em que os calcanhares se levantem ou a pelve perca sua colocação.
  3. Esticar os joelhos e subir os calcanhares do chão.
  4. Descer com as pernas esticadas pronunciando ainda mais a rotação externa.
  5. Tomar 4 segundos para chegar a cada posição.
  6. Repetir 8 vezes com as pernas juntas.
  7. Abrir o compasso das pernas e repetir toda a sequência mais 8 vezes.

O que você deve sentir

Os rotadores externos — glúteos, rotadores externos profundos — trabalham de forma sustentada, e o abdômen mantém a pelve neutra. O joelho se percebe alinhado acima do pé ao longo de toda a flexão, sem sensação de desabamento para dentro.

Respiração

Expirar ao esticar as pernas e ao descer os calcanhares para o chão.

Erros comuns

  • Levantar os calcanhares antes de alcançar o limite útil da flexão.
  • Perder a neutralidade da pelve ao pronunciar a rotação externa.
  • Deixar o joelho ceder para dentro durante a flexão.
  • Executar o movimento sem abdômen ativo.

Correções de Carolina Miranda

  • O joelho, na flexão, deve sempre permanecer acima dos pés.
  • Buscamos força no abdômen para manter a pelve neutra.

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EXERCÍCIO · R1/06

Transferências de peso com torções

Objetivo: Trabalhar o equilíbrio modificando a base e a colocação do corpo, com propriocepção do peso e do tronco durante rotações estendidas.

Material: caneleiras

Execução

  1. Pernas afastadas, ambas em rotação externa e joelhos flexionados; uma fica como base.
  2. A outra perna, mantendo a separação entre as panturrilhas, sobe e o corpo se inclina em diagonal.
  3. Sustentar a perna elevada com a pelve neutra e o quadril em rotação externa.
  4. O tronco busca a torção em direção à perna elevada, com extensão de coluna, e pronuncia o movimento por 6 segundos.
  5. Repetir a torção com extensão para o outro lado, sustentando por 6 segundos.
  6. Baixar o pé ao chão e repetir com a outra perna.
  7. 3 repetições por perna.

O que você deve sentir

O equilíbrio se percebe como uma gestão ativa do centro: a pelve se mantém sustentada entre as pernas enquanto o tronco rota e estende. O joelho de apoio estabiliza sem desabar, e os oblíquos participam claramente da torção.

Respiração

Expirar na transferência de peso e ao fazer o movimento de torções.

Erros comuns

  • Perder a pelve neutra ao torcer o tronco.
  • Executar a torção a partir dos ombros em vez da coluna.
  • Deixar o joelho de apoio ceder para dentro.

Correções de Carolina Miranda

  • Buscamos estabilidade no joelho e propriocepção do peso e da colocação do tronco para se manter na vertical.

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EXERCÍCIO · R1/07

Ranitas sobre sliders

Objetivo: Abrir o quadril por tensão muscular e facilitação neuromuscular proprioceptiva, contraindo os eretores da coluna para melhorar seu uso no jogo do equilíbrio.

Material: sliders, blocos

Execução

  1. Colocação de base: pelve neutra entre os joelhos, calcanhares alinhados aos joelhos, abdômen ativo, cotovelos no chão, joelhos sobre sliders.
  2. Círculos com os joelhos para a frente — 8 repetições por perna.
  3. Anteversão e retroversão da pelve — 8 repetições.
  4. Abdução do pé (elevar os dedos do chão e baixar o calcanhar ao chão) — 8 repetições por perna.
  5. FNP com blocos por baixo da pelve: empurrá-los em direção ao chão pela força da pelve por 10 segundos e relaxar o empurrão por 10 segundos — 3 repetições.
  6. Colocar as mãos no chão e elevar o tronco em um pequeno arco, esticando os cotovelos, ativando a musculatura da coluna — 12 repetições, subir em 3 segundos, sustentar 3 segundos, descer em 5 segundos.

O que você deve sentir

O quadril se percebe abrindo de forma progressiva, sem dor aguda. A musculatura abdominal profunda sustenta a colocação entre as variações, e na fase de FNP aparece uma ativação clara do assoalho pélvico e do abdômen profundo ao empurrar os blocos. Os eretores da coluna se sentem trabalhando no arco final.

Respiração

Respiração constante e consciente; expirar ao pronunciar cada empurrão ou cada elevação do tronco.

Erros comuns

  • Perder a pelve neutra ao fazer os círculos com os joelhos.
  • Executar a abdução do pé movendo o joelho em vez do pé.
  • Buscar o arco da coluna a partir da lombar e não dos eretores.
  • Descer o tronco rapidamente na última fase, perdendo o trabalho excêntrico.

Correções de Carolina Miranda

  • Colocação adequada: pelve neutra entre os joelhos, calcanhares alinhados aos joelhos, abdômen ativo.
  • Empurrar os blocos em direção ao chão pela força da pelve.

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Revisão · 01

Revisão desta rotina

Primeira revisão em casa após a Rotina 1. A coach observa como o praticante executa os blocos de rotação externa e compasso aberto sozinho, verifica a colocação da pelve e ajusta a força nos pés. Aparecem os primeiros sinais de que a rotação começa a nascer do quadril, embora os calcanhares ainda se levantem ao pronunciar a flexão dos joelhos.